terça-feira, 22 de abril de 2014

Sexta-feira 13! Linda, iluminada e muito abençoada!

Sim, meu pequeno você nasceu numa sexta-feira 13. Lembro bem que ao saber que teria que fazer uma cesárea naquela madrugada, dei uma balançada exatamente por conta dessa data e todos (médica, doula e seu pai) riram muito de mim. Falando em cesárea, vamos lá! Logo no início da gravidez, li muito, mas muito mesmo e comecei minha busca incansável por informações sobre parto e seus desdobramentos e cada dia fui tendo mais certeza de que queria muito que você nascesse via parto normal, sabia que era o melhor pra nós dois e o mais justo pra você que já se preparava pra isso. Você colaborou bastante, entrou em posição de parto lá pelo 6º mês e não mais desvirou, você sabia o caminho meu pequeno, e eu tentei ajudar o máximo que pude. Me preparei fazendo exercícios para parto, fisioterapia, lendo bastante e informando seu pai, seus avós, padrinhos, para que ninguém se assustasse com minha decisão de esperar seu sinal de vir ao mundo. Trocamos de médico lá pelo sexto mês, já que a anterior era cesarista de carteirinha, e lá fomos nós pra Dra. Eloísa, um amor de pessoa, de médica e nos tratou com muito respeito, apoiando nossa decisão. E assim caminhamos. Até que no dia 12 de setembro em uma consulta de rotina, um susto! Minha pressão arterial estava alta, ela aferiu diversas vezes, e lá estava a bendita só aumentando, então decidiu me internar naquele momento mesmo pra alguns exames, e depois me liberaria, mas eu senti que não! Senti que eu só sairia dali com você nos braços. Fizemos diversos exames, e a pressão só subindo, e de repente começaram as contrações, ou seja algum sinal de que você queria nascer naquele dia mesmo, varamos madrugada a dentro vendo se o trabalho de parto aceleraria, mas nada de dilatação, nada de grandes evoluções e a pressão alta, ah e também estava com polidramia (muito líquido amniótico)...então veio o papo lá pelas 1h da manhã (já na sexta-feira 13), que o ideal era fazermos uma cesárea. Fiquei sim um tanto frustrada, mas aceitei o veredito, sabia que havia tentado, e que o melhor Deus nos proporcionaria. Fui bem tranquila pra sala de cirurgia, lembro bem que conversei com você o quanto fiquei ansiosa pra ver seu rostinho. Seu papai acompanhou tudo bem ali do meu lado e às 1h40 você veio ao mundo, branquelinho, alemãozinho, carequinha, cheirosinho...veio direto pro meu cheiro. Foi um misto de sensações: Alegria, euforia, vontade de chorar, de rir, de te abraçar, era uma confusão...mas naquele instante meu sentimento maior era querer cuidar de você! O dia se sucedeu lindo, céu azul, dia quente, você logo mamou, logo ficamos juntinhos...foi amor ali a primeira vista. Demorou um tempinho pra nos conhecermos melhor, e nossa intimidade só foi aumentando. Lembro como gostava de te cheirar, aliás amo fazer isso até hoje, acho que é um dos instintos mais primitivos: cheirar a cria!rsrs...amo você! Amo o dia que nasceu! Amo nossos primeiros dias juntos, àlias esse é assunto pra um próximo post! Até lá!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Samuel, meu príncipe

Há algum tempo venho querendo fazer esse blog. Pra falar de amor, pra falar de filho, pra falar de mãe. Desde que meu Samuel nasceu há 4 meses e meio, minha vida deu uma reviravolta muito grande. E desde então venho tentando encontrar tempo para me dedicar a escrita, este bem tão precioso que nos escapa dentre os dedos pós maternidade.
Um dos intuitos do blog é escrever pra ele, lá na frente meu pequeno, você vai ler isso aqui e vai descobrir como foram seus primeiros dias, meses e anos. E é bom eu me apressar para que não me escapem detalhes, já que lá se foram mais de 4 meses de novidades.
Eu sempre sonhei em ser mãe, mais que qualquer coisa nessa vida. Mais que estudar, trabalhar, casar, enfim, a maternidade sempre trouxe fascínio à minha vida. Mas quando tudo ainda fazia parte do campo dos sonhos era bem distante do que quando tudo se tornou muito real.
Depois de 2 anos e meio de casados, eu e o marido engravidamos, sim, porque pai que é pai engravida junto. Foram dias de muita alegria, euforia, festa, nervosismo, medo, insegurança, expectativa, sonho.
Nos primeiros meses um enjoo interminável tomou conta do meu ser, mas isso não impediu de forma alguma que eu curtisse cada instante da minha gravidez. Lá pelo 4º mês os enjoos se foram assim como eles vieram, meio que do nada. E exatamente nessa época descobrimos que Samuel era Samuel e não Ana Júlia...rsrsrs. Motivo de alegria imensa, afinal a mamãe aqui já sonhava com esse molequinho lindo(mas nos sonhos ele era bem cabeludinho....hehehe). E lá fomos nós, começar enxoval, reformar quarto e preparar a chegada do nosso principezinho amado. Nunca pensei que existiam tantas coisas pra bebês. Nessa mesma época descobri o que era mijão, enxugador, pagão(que eu detestei por sinal) e por aí vai. Foram tantos itens, e a gente que achava que precisava de tudo, mas nem tudo era útil e muito menos seria usado (só hoje aprendi).
Foi uma gravidez muito agradável, tranquila, sem nenhuma intercorrência, exceto pelas tenebrosas dores nas pernas e quadris,que ao final da gestação me tornaram quase inválida (sem exageros) e que uma boa fisioterapia me ajudou bastante nessa fase. E lá no finalzinho veio ela, ela, ela...a bendita azia. Essa me deu uma balançada legal, parecia que meu estômago estava cá na boca, bem tenebrosa...mas passou exatamente no dia que bebezinho lindo nasceu. E falando nesse dia....deixa esse dia pro próximo post. Até lá!